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Medição de temperatura evita disseminação da Covid-19? Veja perguntas e respostas

Entenda a efetividade e como são utilizados as câmeras Termográficas em locais públicos.

Após a abertura do comércio em diversas regiões do país em meio à pandemia do coronavírus, uma cena se tornou comum na porta dos estabelecimentos: a medição de temperatura dos clientes e funcionários.

Mas apenas a utilização dos termômetros é suficiente para evitar e disseminação da Covid-19? O G1 ouviu especialistas para esclarecer alguns pontos importantes dessa medida adotada pelos comerciantes e orientada pelos órgãos de saúde.

Como é feita a medição?

O aparelho utilizado pela maioria dos locais é o temômetro infravermelho, que mede a temperatura através da testa, mantendo certa distância entre os corpos. A utilização dele é simples: após ligar o aparelho, a própria pessoa pode mirar a parte frontal na testa e o raio infravermelho irá fazer a medição. Caso o termômetro apite, significa que ela está com febre, e a pessoa não poderá entrar no estabelecimento. Acima de 37,8ºC é considerado febre.

“Ele impede o contato e de certa forma é mais viável no momento”, afirma o infectologista Marcelo Otsuka, da Sociedade de Infectologia de São Paulo.

Betxí monitorar a temperatura das pessoas
Câmera Termográfica portátil HikVison – Melhor precisão do mercado na medição
Termômetro infravermelho utilizado em estabelecimentos — Foto: Prefeitura de Divinópolis/Divulgação
Termômetro digital comum – Diversos problema para medição de temperatura em locais abertos e fechados

Termômetro infravermelho utilizado em estabelecimentos — Foto: Prefeitura de Divinópolis/Divulgação

A medida é eficiente?

Em partes. Um levantamento realizado pela Color, um laboratório médico norte-americano, com mais de 30 mil amostras de pacientes, aponta que 1,3% testou positivo, e destas apenas 12% tiveram a temperatura acima de 37,8ºC, o que é considerado febre.

Ou seja, em um ambiente que mede apenas a temperatura das pessoas como forma de prevenção, como por exemplo lojas, shoppings e restaurantes, a medida pode ser arriscada e não corresponder à realidade. A exposição dos assintomáticos a outras pessoas não infectadas nesse caso pode causar manter a contaminação.

Por outro lado, a infectologista Rosana Richtmann, da Sociedade de Infectologia de São Paulo, alerta que o fato da pessoa saber que será analisada antes de entrar em qualquer comércio pode inibi-lá de ir à rua caso sinta algum sintoma.

“Que ele (termômetro) coibe, ele coibe. Ou seja, as pessoas que, eventualmente, não estão se sentindo bem ou acham que estão doentes, vão deixar de sair porque sabem que vão ser triadas na entrada do local. Então eu acho que sim, como uma forma de você ter algum tipo de informação, mas principalmente de inibir as pessoas que estão com alguma sintomatologia de sair, funciona”, explica.

O termômetro é confiável?

Segundo a infectologista Rosana Richtmann, diversos fatores podem fazer com que a temperatura medida pelo termômetro infravermelho sofra alterações e, de certa forma, não mostra a real situação da pessoa que está sendo avaliada.

“O termômetro à distância obviamente não é seguro. Muita gente pode ser assintomático e estar transmitindo. Pode ter sintomas leves e estar febril, pode ter tido febre, mas toma um antitérmico e sai naquele momento e está sem febre… Então óbvio que não é um instrumento com alta sensibilidade”, diz.

A FDA, agência federal que funciona como a Anvisa dos Estados Unidos, afirmou que a precisão desses termômetros pode ser afetada pela utilização de lenços ou bonés na cabeça da pessoa que for medida. A orientação é que o termômetro seja utilizado livre de correntes de ar e longe da luz solar.

Mas quais outros testes podem ser feitos?

O Brasil não tem um critério específico para essas triagens, como explica o infectologista Marcelo Otsuka. Outros países, porém, têm sistemas mais sofisticados e tecnologias avançadas para o controle de contaminados em espaços públicos, como a Câmera Termográfica que realiza a verificação da temperatura e utilização do uso da máscara com alta precisão.

“Em alguns países eles têm até aplicativos que dizem que quem está do seu lado está positivo ou não, ou que já esteve positivo e não está mais transmitindo em relação ao coronavírus. Esse aplicativo tinha que ser alimentado pelos laboratórios, e como nós não temos isso no Brasil, nós não teremos essa possibilidade”, diz Otsuka.

Em alguns locais o teste do olfato também é feito. O estabelecimento coloca algum alimento ou objeto para a pessoa sentir o cheiro. Caso ela não sinta o odor, a entrada no local não é permitida. Para Richtmann, no entanto, há uma solução mais eficaz:

“Na minha opinião, o que mais funcionaria seria realmente que as pessoas fossem triadas sendo perguntadas. Então você coloca um cartaz e fala: “Você teve algum desses sintomas? Tosse, febre, os sintomas da Covid. Ou se você tem algum comunicante, seja domiciliar ou seja no trabalho, com a Covid, porque aí o seu risco aumenta”.

Outras medidas devem ser seguidas

Sem regras efetivas na triagem no Brasil, as outras orientações no combate ao coronavírus devem ser seguidas em ambientes públicos. Os locais também devem fornecer materiais e infraestrutura para que as recomendações sejam efetivadas.

“A triagem efetiva não pode ser feita, então a solução são as medidas protetoras: uso de máscaras, eventualmente em determinadas situações o uso de luvas, o distanciamento social… Os espaços que você vai frequentar ele tem que ter uma rotina para frequentar de maneira adequada disponibilizando álcool em gel e outras medidas que são discutidas”, explica Otsuka.

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